Casa do Povo

terça-feira, 01.05 18h35

No Lote/ Casa do Povo aconteceram a primeira e última abertura do processo de pesquisa.

  • Primeira Abertura

Importante momento para a pesquisa, primeiro momento que ela vem acompanhada do título Aquilo que estamos fazendo e todos estão vendo transformando a percepção dos acontecimentos do trabalho para todos nós. Seguindo uma espécie de hermetismo da arte conceitual, o título revela ao público o que há de mais concreto no trabalho: a vontade de fazer algo e disso ser visto. Quase um manifesto, esta frase é síntese e abertura ao mesmo tempo.

Nesse momento da investigação o público estava orientado para sentar em cadeiras e assim sua perspectiva estava dada a partir de um ponto de vista fixo no espaço. Havia uma preocupação por manter a totalidade da percepção visual do trabalho e por isso a eleição de uma perspectiva que pensava-se “mais privilegiada”. No entanto, o que o futuro acabou mostrando é que a perspectiva é uma criação e que a totalidade perceptiva é uma falácia. O que se pode sugerir é sobre o grau de parcialidade da percepção dos acontecimentos e não excluí-lo totalmente.

Uma abertura de processo possibilita ao artista coletar muitas percepções distintas sobre a sua pesquisa. Nessa abertura muitos retornos foram dados pelo público, alguns que transformaram completamente a direção do trabalho e outros que serviram para aprofundar as certezas do discurso produzido sobre ele.

Dias: 1 e 2 de agosto de 2017

Local: Lote/Casa do Povo.

Público 1º dia: 34 pessoas

Público 2º dia: 39 pessoas

Atividade gratuita e aberta ao público.

Fotos: Haroldo Saboia e Mayra Azzi

  • Quarta e última abertura

Após a experiência da abertura do trabalho em um espaço pequeno, a Galeria Millan, a equipe decidiu trazer a investigação de volta para a Casa do Povo. Este movimento de volta ao lugar onde o trabalho foi criado, depois de algumas experiências em outros espaços, teve como objetivo afirmar as reações da pesquisa frente essas mudanças espaciais vividas. Uma espécie de redução interteórica/química, que se constitui para fazer ver, perceber com mais claridade os problemas, questões e adversidades da experiência em questão.

Voltar para a Casa do Povo deixou mais claro para o trabalho:

– A sua necessidade de acontecer em um espaço menor, relacionando a noção espacial diretamente com a qualidade de atenção sobre cada ação produzida. Isso não nega o fato de que seja possível, em um espaço maior, gerar máxima atenção. Todavia, o que fica claro após essa abertura é que: quando o espaço se torna uma questão para o público e sugere, inevitavelmente, o deslocamento deste pela área de atuação da performance, crescem os parâmetros de parcialidade da experiência. Nem sempre, no caso deste trabalho, os procedimentos coreográficos tem a potência e capacidade para convocar todos que estão imersos na experiência para se deslocarem até eles. Como a questão de locomoção do público não se tornou de fato um problema para ser investigado, preferiu-se então optar por realizar o trabalho em espaços menores, ou espaços mais concentrados.

Dia: 2 de novembro de 2017

Local: Lote/ Casa do Povo  

Total de público: 20 pessoas

Atividade gratuita e aberta ao público.

Fotos: Haroldo Saboia

Fotos